Com base no memorando inicial do livro “O Herói de Mil Faces”, influenciado nos estudo de seu mentor, o antropólogo Joseph Campbell, Vogler escreveu “A Jornada do Escritor” O livro foi publicado pela Editora Nova Fronteira, lançado em 2006, com 448 paginas. Seu titulo original é “The Writer’s Journey”, traduzido por Ana Maria Machado.
O livro é um convite a uma viagem pelos caminhos da escrita. É uma ferramenta para todos que lidam com narrativa, seja roteirista, cineasta, escritores de livros, estudante de letras e professores. Serve para tirar dúvidas e orientar na escrita.
A Jornada do Escritor, ajuda conhecer melhor a si mesmo, pode nos lançar um olhar mais agudo e mais compreensivo sobre nós mesmo e com quem conversamos.
O livro não complica os temas abordados com sua leitura leve e divertidos, além de se recorda ou apreender uma porção de História. O escritor é generoso em compartilhar seus conhecimentos, não guarda mistério e nem segredo, pelo contrario explica tudo direitinho, da vários exemplos, com filmes que todo mundo conhece ele repete e repete sua lição com paciências.
O livro leva o leitor brasileiro, uma rara e bem vinda oportunidade de entrar em contato com um material de primeira qualidade, que lhe permitíra dominar perfeitamente essa gramática narrativa e conhecer os elementos de uma história e o papel de cada personagem.
Depois da experiência “jornada do Heroi”, as pessoas passam a ter uma nova visão critica dos romances e filmes
O livro também instrui quanto á construção de personagem, como os heróis mas essa construção não é submetida a um padrão rígido, abrindo assim as portas para a criatividade do autor, que por sua vez usa alguns tópicos para o sucesso.
Volgler mostra alguns personagens que povoam o país da narrativa. São chamados de Arquétipos. É uma ferramenta indispensável para se compreender o propósito ou função do personagem em uma história. Os modelos mais usados nas historia são: Herói mentor (velha ou velho sábio), guardião, arauto, camaleão, sombra ou pícaro O livro traz ainda, o perfil de alguns personagens. O herói, deve ser alguém com vontade de mudar o mundo. Deve ter um senso de justiça e dever, ter humor nas cenas dramáticas. Um herói deve ter um senso de justiça e dever. Um herói deve ter caráter, humildade e coragem, Normalmente, O herói tem um belo rosto, uma arma, um nome chamativo que o destaca. O mentor é um personagem que ajuda ou treina o herói. A essência do mentor é o velho sábio, que representa a sabedoria e as qualidades divinas do Herói.
Outro papel importante que o mentor desempenha é o de equipar o herói, dando ele itens que serão importantes na sua busca. Esses itens podem se armas, informações, magias, etc. Freqüentemente, o mentor exige que o herói passe uma espécie de teste antes de receber o item. Muitas vezes, esse item parece ser um objeto insignificante e a sua importância só aparecerá no decorrer da jornada.
Segundo Vogler, o papel do arauto é anunciar o desafio que coloca o herói em sua jornada. O arauto é a pessoa ou informação que perturba o equilíbrio e a tranqüilidade
na qual o herói vivia e inicia a aventura
Vogler divide o livro em doze etapas e três partes, que formam um esqueleto. Ele ensina a preencher a estrutura e com isso, montar uma boa história. Na parte um ele apresenta as etapas: Mundo Normal, chamado á Aventura, Recusa da chamada, encontro com o mentor e recompensa, e no terceiro ato, a estrada do regresso e a ressurreição.
Vogler trabalhou para os estúdios Disney, Fox 2000 Pictures e para a Warner Bros, sempre nos departamentos de desenvolvimentos de idéias. Também já foi professor da escola de cinema e televisão da Universidade do Sul da California na Divisão de Animação e Artes Digitais, bem como na extensão da UCLA. Atualmente, é presidente da empresa Storytech. Ele estudou na mesma faculdade de Geoge Lucas. Assim como Lucas, Volger foi inspirado pelo trabalho do antropólogo Joseph Campbell.